Seja Bem Vindo!

Este site é exclusivamente direcionado ao estudo da língua hebraica e de textos originais do Tanak. Os vídeos e imagens publicados são escolhidos para complementação didática e cultural e não expressam opinião religiosa dos editores. Todos podem participar, desde que com comentários não ofensivos.

Agora estamos com a versão Ler e Ouvir de Salmos em Hebraico no celular. Boa leitura!

Postagem em Destaque

Jacó: o Grande Empreendedor

Ayin/Shin/Resh A riqueza de Jacó foi planejada pelo próprio. Obviamente, ele teve duas qualidades imprescindíveis para prosperar: generosi...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A arca de Noé não era um barco

Monte Ararat 1999 - por Rob Michelson


A palavra usada para designar "arca" no texto hebraico é "tevá", que quer dizer literalmente "caixa". Tevá foi usado também para designar a caixa onde Moisés foi colocado quando bebê por sua mãe para boiar no rio Nilo.

A arca não tinha a tecnologia de um barco porque foi construída em terreno plano, sem apoio, para que a força das "águas fortes" pudesse fazê-la boiar sem tombar. Também não tinha qualquer recurso de direção e ancoragem como remos, motores, velas e hélices. Constituía numa enorme caixa de 150 metros de comprimento, 25 metros de largura e 15 metros de altura, o tamanho de um transatlântico. Tinha três andares, divididos em vários compartimentos. Havia no centro um hall que recebia e distribuía a luz do dia de uma clarabóia superior.
Todo o processo de construção e impermeabilização por dentro e por fora da arca durou aproximadamente 1oo anos.


Apesar da arquitetura simples, a impermeabilização da arca foi toda realizada com asfalto, "kofer" no texto hebraico. Atualmente essa matéria prima, qualificada como hidrocarboneto de alto peso molecular, pode ser obtida pela refinação de petróleo, mas existiram depósitos naturais no Oriente. Os egípcios extraíam betume do Mar Morto para embalsamar múmias.

A caixa de madeira "gofer" (provavelmente uma espécie de cipreste), recebeu o mesmo material negro e resistente usado hoje na pavimentação de estradas e no revestimento de coberturas, canais e reservatórios. Por isso, a aparência externa da arca era escura e áspera.

A palavra "asfalto" origina-se do grego "asphaltos", do verbo grego "asphalizô", que quer dizer: "eu fortaleço, eu fortifico, eu faço forte". Segundo os autores da Septuaginta, o mesmo asfalto que serviu na consolidação da arca, serviu de argamassa para a torre de Babel e também na caixa de Moisés, embora que nesses dois últimos, a palavra hebraica designada para asfalto foi "hemar". Os gregos chamavam de "asfalto" qualquer espécie de betume ou cimento natural, mas esse termo designava principalmente o da Judéia, que se recorre à superfície do Mar Morto, também chamado de "Asphaltites lacus", ou Lago Asfáltico.

No hebraico é muito comum uma palavra ter vários significados diferentes, que se completam ou se explicam espiritualmente. "kofer" é uma delas, que também pode ser traduzida como resgate ou multa. No caso da caixa de Noé, o asfalto serviu de multa para os que ficaram de fora, e de resgate para os que ficaram dentro.

Pesquisadores da Nasa, juntamente com o ex-astronauta James Irwin, localizaram por satélite próximo ao Monte Ararat resquícios do que poderia ser um grande barco. Expedições ao local não puderam realizar a confirmação, mas essa grande caixa não era um navio.

Bibliografia:
A Torá Viva; anotado por Rabino Aryeh Kaplan; Ed. Maayanot, 2ª ed.,2003.
Dicionário Etimológico; P.F. Moulau, Librería"El Ateneo"-Buenos Aires,1944.
Dicionário Português-Hebraico e Hebraico Português, Hatzamri, A. & Hatzamri, Shoshana M. , Ed. Sêfer, 2ªed,2007.
Conhecer Tudo - Dicionário Enciclopédico Ilustrado, Abril Cultural,1977.
Referências:
Gênesis 5.32, a idade de Noé era de quinhentos anos quando recebeu a ordem de construir a arca.
Gênesis 7.11, Noé tinha 600 anos quando ocorreu o Dilúvio ("Mabul").
Gênesis 6.14 - O asfalto de arca ( "kofer").
Gênesis 3.11 - O betume da Torre de Babel ("hemar").
Êxodo 2.3 - o betume da cestinha de Moisés ("hemar").
Gláucia Vilela

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Yom Kipur, o Dia em que o Mal perde o seu poder

http://static.jdate.com/microsites/jewishholidays/yom_kippur.htm

Yom Kipur (em hebraico יום כיפור) é o mais importante e sagrado dos feriados judaicos, o "Shabat dos Shabatot". É o dia da Expiação ou do Perdão, sendo assim, uma festividade solene caracterizada pelo jejum e o auto-exame. Ocorre dez dias após o Ano Novo Judaico (Rosh Hashanah). É um dia de jejum que dura 25 horas. Começou ao pôr-do-sol do dia 27, e continua até o cair da noite do dia seguinte. O Yom Kipur é celebrado em 10 de Tishrei e que neste ano, de acordo com o calendário ocidental, cairá no dia 28 de setembro de 2009.
Somente o Grande Sacerdote podia entrar no Santo dos Santos (Kodesh HaKodashim) no Templo nesse dia, onde D'us revelava a Sua presença.
Há restrições a serem cumpridas nesse dia como comer, beber, banhar-se, usar calçados de couro e ter relações sexuais.
Segundo a tradição este é o único dia do ano em que o anjo do mal perde os seus poderes. A numerologia judaica ( um dos métodos de estudo da Torá) explica que o nome hebraico para o anjo do mal, Satan, corresponde a 364. Esta diferença de um dia corresponde a Yom Kipur - o dia que Satan não tem poderes.
Yom Kipur é o dia do perdão divino, mas funciona como uma máquina do tempo que nos permite voltar atrás e retificar nossos pecados e erros passados.
Origem na Torá em Vayicrá/Levítico 16:29-31
A véspera do Yom Kipur é dedicada também à alimentação. Diz a tradição judaica, que aquele "que come no nono dia de Tishrei e jejua no décimo, é como se tivesse jejuado os dois dias". Nesse dia, deve-se concentrar em se alimentar bem e assim, preparar-se para o jejum.

Fonte: Morashá, sept,2009 - nº65

A origem do Mal




















A primeira menção bíblica sobre o Mal está em Gênesis 2, na proibição sobre comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Este incorporou a serpente, que segundo a tradição (Gênesis 3.14) tinha patas, mas perdeu-as ao mudar o destino do Homem e da Mulher. A foto acima é de uma serpente com uma pata, achada e morta  por uma chinesa.

O objetivo principal do Mal é oferecer um pouco de sua glória e depois intempestivamente retirá-la provocando destruição. A alma saboreia o que há de melhor e depois definha em profunda privação. Isso porque o Mal é um ser inchado que só quer reter, ele não deseja realizar trocas, doar, somente tomar para si.
Existiu um Ser espiritual que interagia com D'us. Simbolizado pelo rei de Tiro em Ezequiel 28, tinha capacidade de interatividade com o Criador: Sabedoria, Entendimento, Conhecimento,Riqueza, Beleza e outros mistérios ocultos do Universo e do Reino.

Em algum momento da Eternidade, esse Ser passou a somente receber essa energia, acumulando, inchando a ponto de romper com D'us. A falta de vínculo com o Bem tornou esse Ser em Mal.

Segundo os rabinos nada na natureza pode existir e se desenvolver de maneira isolada, mas o Homem após o conhecimento do Bem e do Mal carrega a memória dessa ruptura.
Textos sobre o assunto:
1.Esse Ser foi um querubim ungido e criado por D'us antes do Éden: Ezequiel 28.13-14
2.Era perfeito em Sabedoria e Formosura: Ezequiel 28.12
3. Foi perfeito desde o dia de sua criação até o dia de sua rebelião: Ezequiel 28.15
4. Multiplicou a sua permutação com D'us, mas pela falsa ambição interrompeu a sua troca e passou a encher o seu interior de violência. Consequentemente foi lançado fora profanado: Ezequiel 28.16-17, Isaías 14.13
5. Cometeu injustiça nas suas trocas para acumular mais: Ezequiel 28.18
6. Tentou ser como o D'us Altíssimo: Isaías 14.14
7. Foi cortado e rebaixado dos Céus à Terra: Isaías 14.12

Gláucia Vilela

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Por que Deus é invisível?



Para ilustrar é só imaginar que D'us está neste momento presente no dia do seu nascimento, lendo com você este artigo e no dia de sua morte ao mesmo tempo. Assim Ele está em toda a História.
E por que não vejo D'us?

A capacidade de visão do homem se limita somente ao tempo Presente, ou seja, só podemos ver aquilo que está diante de nossos olhos em um determinado momento. Não podemos visualizar mais as coisas do passado (só lembrar delas) e muito menos ver as coisas do futuro.

Mas D'us vive ao mesmo tempo no Passado, no Presente e no Futuro. Para que pudéssemos vê-Lo, Ele teria que se limitar somente ao tempo Presente, perdendo a sua capacidade de Onipresença, ou seja, a de estar ao mesmo tempo em todos os lugares e em todos os tempos.

Não vemos D'us porque Ele é Onipresente.


"Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta qua não a posso atingir."
Salmos 139.6

Outros textos sobre o assunto:

I Reis 8.27; Salmos 139.16; Provérbios 15.3; Jeremias 23.23 e 24, dentre outros.

Prof. Gláucia Vilela

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A origem da Estrela de David




As letras hebraicas que existem hoje não foram usadas pelo rei David. O alfabeto usado por ele na época, provavelmente foi o encontrado na Estela moabita(foto ao lado), uma pedra que conta a vitória de guerra de um rei contra Israel.
As inscrições são de origem fenícia, e o dálet nelas tem formato triangular. Como o nome DAVID tem dois dálets (um no princípio, outro no fim) a estrela é uma sobreposição deles.
Na verdade David criou  a  logomarca de um  reino foi tão forte que existe até hoje!















Rosh Hashaná - Ano 5770


Na noite de sexta feira, dia 18 de setembro, a comunidade israelita começou a celebrar o kidush do Novo Ano Judaico. Durante as celebrações, maçãs foram adoçadas com mel e consumidas desejando-se a todos que se tenha um ano bom e doce. Essa parte para mim é a mais gostosa, nem tanto pela maçã(que é uma delícia), mas pelos emails "gostosos" que recebi de alguns amigos que amo de coração.....
Ahhh, quero lembrar que o ano de 5770 será de PAZ !


Shaná Tová a todos.........um ano doce como mel!

sábado, 19 de setembro de 2009

Achados de gigantes

Leonid Ivanvích Stadnyk, em ucraniano Леонід Іванович Стадник, (Jitomir, 1971) é ucraniano, reconhecido como homem mais alto do mundo segundo o Livro Guinness dos Recordes em sua edição de 2008. Com 2,57 m.









Algumas passagens bíblicas citam a existência de gigantes de quatro metros.

A Bíblia refere-se aos gigantes como anaquins e refains. A maior parte deles viviam na Palestina, entre o Mar Morto e a Faixa de Gaza, sendo exterminados pelas guerras por território, principalmente contra os israelitas.

O gigante da bíblia mais famoso foi Golias, rival de David em umas das guerras de Israel contra os filisteus. Ele tinha aproximadamente três metros de altura (I Sm 17.4).

Ainda hoje há gigantes um pouco menores que Golias. O gigantismo é uma anomalia que tornou algumas pessoas conhecidas como o russo Machnov (1882-1905), de cerca de três metros (na foto acima em cima de um carro), Johann Petursson (1913-1940) de 2,63m (fantasiado de Golias) e Robert Wadlow (1918-1940) de 2,72m (de terno e sapato tamanho52), dentre outros.

A seguir dois vídeos sobre Robert Wadlow que faleceu aos 22 anos por septicemia. O primeiro em
português e o segundo, mais técnico, em inglês.





No vídeo abaixo, vemos um caso no Brasil, de uma adolescente com 2,06m.