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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Por que Deus é invisível?



Para ilustrar, é só imaginar que D'us está neste momento no dia do seu nascimento, ao seu lado, lendo agora este artigo e no dia de sua morte. Assim, Ele vive simultaneamente em toda a História.

É uma outra dimensão de tempo (alguns rabinos chamam de 4ª Dimensão) além do nosso Passado, Presente, Futuro. É por isso que uns dos melhores Nomes para definir D'us é Eterno.


E por que não vejo D'us?

A capacidade de visão do homem se limita somente ao tempo Presente, ou seja, só podemos ver aquilo que está diante de nossos olhos em um determinado momento. Não podemos visualizar mais as coisas do passado (só lembrar delas) e muito menos ver as coisas do futuro.

Mas D'us vive ao mesmo tempo no Passado, no Presente e no Futuro. Para que pudéssemos vê-Lo, Ele teria que se limitar somente ao tempo Presente, perdendo a sua capacidade de Onipresença, ou seja, a de estar ao mesmo tempo em todos os lugares e em todos os tempos.

Não vemos D'us porque Ele é Onipresente.


"Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta qua não a posso atingir."
Salmos 139.6

Outros textos sobre o assunto:

I Reis 8.27; Salmos 139.16; Provérbios 15.3; Jeremias 23.23 e 24, dentre outros.


Profª. Hadassah Ada (artigo editado)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um homem morto por violar o Sábado (Números 15). Por que as Leis de Moisés eram tão rígidas?


















Na época de consolidação da nação israelita, após a saída do Egito, vemos uma extrema rigidez nas leis do deserto. O povo precisava muito disso porque ainda estava acostumado com os códigos pagãos e infantilmente procurava testar os castigos das leis de Moisés. Foi o caso do homem que foi morto porque estava colhendo lenha em dia de Sábado (Números 15. 32-36).


A foto acima é de uma Torah e uma "yad" (mão"). Esta é uma espécie de ponteira que auxilia os rabinos na leitura do texto, para que não se percam.


Ao longo da história humana, vemos que os códigos legislativos estão sempre sendo modificados ou evoluídos para acompanhar as atualidades culturais de cada sociedade. Portanto, nos tempos de Moisés não haviam Leis de Trânsito, porque não existiam veículos e estradas para tal, assim como nos dias de hoje, no Código Legislativo Brasileiro, não exitem as Leis de Primogenitura na divisão dos bens de herança (Deuteronômio 21.17), embora ainda haja algumas sociedades orientais que as cumpram.

É evidente que as Leis do Deserto foram elaboradas para formar um povo Santo, que tinha um D'us piedoso, e que hoje devem ser consideradas como leis espirituais. Assim, a proibição de semeadura de espécies diferentes em um mesmo campo, do uso de vestidos de dois tecidos diferentes, ou do acasalamento de animais de espécies distintas (Levíticos 19.19), podem parecer muito estranhas, mas oferecem uma mensagem implícita sobre a ordem nos Ciclos da Vida.

No decorrer da história bíblica vemos que foi aumentando a lassidão na guarda do Sábado, sendo certo considerar também que alguns passaram a guardá-lo por costume, e não por espírito religioso.

Assim, vemos ainda no deserto que repetidas vezes o povo desobedeceu a guarda do Sábado e contou com a misericórdia divina. Foram poupados da morte, mas receberam severos castigos nas aflições e privações do deserto sendo impedidos de teram as suas "casas próprias" na Terra que lhes foi prometida:

"Demais, eu levantei a minha mão para eles no deserto, para não os deixar entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, e é a glória de todas as terras, porque rejeitaram os meus juízos, e profanaram os meus sábados. Pois o seu coração andava após os seus ídolos. Não obstante o meu olho lhes perdoou, para não os destruir nem os consumir no deserto." Ezequiel 20.15-17

Reparamos também, no caso do homem morto por causa do Sábado, que era uma época de primeiro amor de Israel com o Seu D'us. Como foi um caso isolado, a sua atitude foi tratada como aberração e levantada como exemplo para quem mais resolvesse fazer o mesmo.
Consequentemente, o erro e a condenação desse homem serviu de lição para uma posterior mensagem que D'us tinha para o Seu povo: pelo código legislativo do deserto, todos estão condenados à morte, mas a misericórdia pode romper a Lei.

Na introdução do livro de Isaías, vemos D'us extremamente irritado com aqueles que guardavam o Sábado, cumpriam os ritos da Lei Mosaica e que não tinham um pingo de misericórdia aos que tinham limitações. Condenavam em suas mentes os que julgavam pecadores nos seus infortúnios. Por causa de seu orgulho em cumprir a lei publicamente, lançavam um olhar de desprezo aos necessitados:

" De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos.... Não continuies a trazer ofertas vãs! O incenso é para mim abominação, e também as luas novas, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade, nem o ajuntamento solene.... escondo de vós os meus olhos...."
"....lavai-vos, e purificai-vos. Tirai a maldade dos vossos olhos atos de diante dos meus olhos! Cessai de fazer o mal, e aprendei a fazer o bem!
"Praticai o que é reto, ajudai o oprimido. Fazei justiça ao órfão, tratai da causa das viúvas." Isaías 1.11-19

Assim, vemos com a evolução da história de Israel, que aliviar as pesadas cargas do próximo está
acima de qualquer Lei Espiritual. Podemos até não conseguir cumprir fielmente a Lei Mosaica, mas se temos um coração voltado para observar e atender as necessidades de uma alma aflita, certamente conquistaremos pontos a mais para alcançar a misericórdia divina.